Sem dúvida, esse foi o pensamento de Rubens Barrichello ao erguer o braço direito depois de ter cruzado a linha de chegada do Grande Prêmio de Silverstone, na Inglaterra, na terceira colocação. O brasileiro chegou ao tão sonhado primeiro pódio na equipe nipônica, depois de um jejum de 3 anos, quando ele subiu no segundo degrau, no Grande Prêmio dos Estados Unidos em 2005, ainda na Ferrari. As coisas não começaram bem, como de costume para a equipe Honda, na sexta e no sábado. Depois de um conturbado treino classificatório com chuva no sábado, deixando Barrichello na 16 posição e seu companheiro Button na 17, a equipe meio-inglesa, meio-japonesa, parece que resolveu juntar as nacionalidades e com elas a inteligência própria dessa gente, em prol de um objetivo único, o impensado pódio. Como assim disse o diretor-técnico da equipe, Ross Brawn, "Foi um domingo de decisões acertadas". Na primeira volta do GP, Rubinho já havia pulado para a 10 colocação, com Jenson Button na sua cola. No decorrer da prova, muita coisa aconteceu, por conta do aguaceiro em que se encontrava o Autodrómo de Silverstone. Kimi, Nelsinho, Robert, Keiki, todos eles viram o mundo ao contrário. Segurar o carro na reta era piada, aquaplanava e no menor dos movimentos do piloto, o resultado era a caixa de brita. Felipe Massa que o diga, o brasileiro passeou 5 vezes pelo gramado inglês. Na metade da prova, a chuva apertou na região plana do circuito, e Rubens comunicou à equipe que estava entrando nos boxes para colocar pneus de chuva extrema. Logo, Ross Brawn, confiando na técnica e experiência do brasileiro, chamou simultaneamente Button para fazer o mesmo. Barrichello fez sua troca de pneus e imaginou que seu carro também tivesse sido abastecido. Começou o show! Ele era 10 segundos por volta, mais rápido até que o vencedor da prova, Lewis Hamilton. Passou gente por fora e por dentro das curvas, nas freadas, nas retomadas de aceleração, nas retas e só não ganhou a corrida por dois motivos: O primeiro é que a chuva forte cessou, comprometendo o rendimento de seus pneus "extreme rain", e o segundo, que ao parar no pit na primeira troca, o equipamento de abastecimento de seu carro não injetou o combustível suficiente para chegar a
té o final, sendo necessária uma parada rápida, "splash and go", para completar a prova em terceiro, fato que não desanimou a Honda, que anda numa fase tão ruim, que o piloto ao descer do carro, a festa era de comemoração de título mundial. Agora é esperar para ver o que São Pedro pode nos trazer para Hockenhein, porque em condições normais no RA108, mesmo com a pilotagem suave e brilhante de Barrichello, sonhar com um pódio não basta, é preciso mais.Osmar Umbelino.
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